O amigo do PortugaTexto de Marcelo Takahashi
Aconteceu neste último domingo a terceira e última etapa do Circuito Athenas, nas distâncias de 10 e 21 Km.
O grande diferencial desta etapa foi o percurso. A largada foi no sentido Zona Sul-Centro, com direito a subida pela perimetral, o retorno na altura da rodoviária e a chegada no monumento dos Pracinhas. Para quem encarou a meia, ainda tinha que seguir pelo aterro e retornar em Botafogo com chegada também no monumento.
O tempo ajudou a encarar o percurso com subidas e descidas e, diferente do circuito das estações, não houve aquele encaixotamento que se tornou frequente quando se tem um número grande de participantes.
Mais uma vez o Manoel estava lá, firme e forte. Feliz por ter completado as três etapas (terminou os 10 em 1:09:26). O meu tempo foi de 54:50.
Mas uma estória me chamou a atenção nesta corrida: ao sair de casa para a prova, encontrei um senhor muito falante no ponto de ônibus, que também estava se dirigindo para a prova (iria correr os 21). Falou que seria "homenageado" pela organização, mostrou o troféu que ganhou ao ter sido o primeiro em sua categoria (61-70 anos) na primeira etapa, falou também da decepção ao ter sido ultrapassado nos últimos metros na segunda etapa, mostrou o par de tênis comprado com os 400 reais que ganhou por ter sido o primeiro colocado na Maratona do Rio em sua faixa etária e me apresentou duas "gatinhas" que também seriam homenageadas. Despedi-me deles e me dirigi para a largada. Se tudo isso é verdade, realmente eu não sei. Olhando os registros das provas anteriores não consegui identificar de quem se tratava (por isso da "estória" escrita assim no início deste parágrafo), os nomes não conferem. Mas mesmo assim, ao encontrar o Manoel na largada, comentei que havia conhecido o amigo dele, campeão da sua faixa etária e com a certeza que, quando eu crescer, quero ser que nem os amigos do Portuga.





